
Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1947 o presidente norte-americano, Harry Truman, em seu discurso afirma que os Estados Unidos estariam ao lado dos países que decidissem resistir às invasões dominadoras. O objetivo de Truman era combater a influência da União Soviética e o comunismo. Confirmando a posição do país, o secretário do Estado, George Marshall, lança o Plano Marshall, que visava investir e recuperar a economia dos países europeus que estavam em crise após a guerra. Em resposta, os soviéticos criaram o Kominform que tinha como objetivo unir os partidos comunistas europeus e afastar a influência dos Estados Unidos sobre os países – cortina de ferro. Dando continuidade à resposta soviética, é criada a Comecon para os países socialistas, com a mesma visão do Plano Marshall. Assim foi oficializada a Guerra Fria.
Marcado seu início em 1947, podem-se citar fatos marcantes, que contribuíram para a construção, destruição, reconstrução de inúmeras nações, entre eles estão: A crise na Grécia, A Revolução Chinesa, A Guerra na Coréia, O Muro de Berlim, O fim da União Soviética e a “Corrida Espacial”. Sobre este último vale lembrar que foi uma disputa tecnológica entre União Soviética e Estados Unidos, onde a potência que demonstrasse maior desenvolvimento seria a capaz de construir mísseis nucleares e manipulá-los a distância. Em 1957 a União Soviética assumiu a frente quando lançou seu primeiro satélite artificial e o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. Foram eles também os primeiros a enviarem um humano ao espaço, o ucraniano Yuri Gagarin, em 1961. Mas, oito anos mais tarde os norte-americanos superaram os feitos soviéticos ao enviar o astronauta Neil Armstrong, que ficou conhecido como o primeiro homem a pisar na Lua.

Por tudo isso, pode-se dizer que o período da Guerra Fria (1947-1991) não foi marcado apenas por revoluções, desavenças, disputa, acordos e medo. É importante lembrar que nesse período surgiram as mais importantes companhias de tecnologia da informação, que contribuíram na época e na construção do mundo globalizado de hoje. Por coincidência, ou não, essas companhias foram geradas em países envolvidos nesta guerra, e isso, para muitos, é sinal de que a Guerra Fria foi a porta de entrada para o que hoje é conhecido como globalização das comunicações. Talvez, se não fosse pela necessidade de segurança de informação na guerra, elas não tivessem se desenvolvido tão rápida e grandiosamente, e ainda estaríamos “engatinhando” no que diz respeito à tecnologia de informação.

