
Praticidade e agilidade têm atingido o auge do vocabulário humano. Como é bom saber que a partir de uma palavra e um clique as dúvidas somem e dão lugar a informação e conhecimento. Quem nunca teve uma dúvida, uma pesquisa acadêmica ou uma curiosidade e teve a certeza que encontraria tudo no Google? Realmente ele oferece resultados satisfatórios e quando não oferece resultado nenhum há alguns que se atrevem a dizer “Se não tem no Google, não existe.”
Como a busca é feita por palavras as páginas onde elas estiverem aparecerão para o usuário numa ordem decrescente de relevância ou recomendação, ou seja, a quantidade de vezes que as páginas possuem links em outros sites. Assim, as mais vistas ou as pagas são vistas primeiro e assim por diante.
O que muitos não sabem, é que por trás de toda essa praticidade e agilidade há muito mais que uma simples busca. Trata-se de mais um sistema movido pela publicidade, sem a qual provavelmente não teria alcançado níveis em que hoje se encontra. Há quem concorde que é a maneira mais correta e eficiente, porém são métodos questionáveis. Ao digitar uma palavra-chave no campo de busca são oferecidos ao usuário inúmeros resultados, que na maioria das vezes condizem com o interesse, do próprio, no momento. O que questiono aqui é outra lista de resultados também apresentada: a lista de publicidades. Esta, nem sempre retrata a verdadeira intenção do usuário, mas está sempre presente com grandes propagandas e promoções que chamam atenção, prometem mundos e fundos e transformam a intenção de procura para intenção de compra. O que antes era uma busca por informação, agora é por satisfação de um desejo que nem existe e que possivelmente se tornará numa compra por impulso e num bem supérfluo.
É preciso estar em alerta para não cair nessas “armadilhas virtuais”, que estão sempre prontas para capturar suas presas. Não apenas nós buscamos, também somos procurados. Outro caçador está de olhoo.
(Shemilly Bastos)